| prof. rubens sautchuk jr.
11 out, 2017

AVANÇO MANDIBULAR OTIMIZADO COM A MECÂNICA DAMON

Há quatro anos atrás eu propus uma maneira diferente de se trabalhar com o avanço mandibular na mecânica autoligada passiva. Anteriormente, o Dr. Dwight Damon propusera a utilização do Herbst, e durante muito tempo essa foi a abordagem padrão para redirecionamento de crescimento mandibular. Porém, nunca fez sentido para mim a utilização de uma abordagem da ortopedia mecânica junto com um sistema de aparelho que preconiza o emprego de forças e equilíbrios funcionais dentro de seus princípios. Segue em primeira mão dois casos clínicos tratados da maneira proposta por mim. Ambos foram interceptados em fase única de tratamento que por si só já representa uma grande vantagem quando comparado ao meio tradicional prescrito pelo Dr. Damon, onde segundo ele mesmo, em alguns casos melhores resultados eram alcançados em duas etapas de intervenção, uma precoce com o Herbst apoiado em retentores fixos e uma segunda fase de tratamento com o aparelho Damon associado novamente ao Herbst, dessa vez apoiado no próprio aparelho fixo. Os casos a seguir fazem parte de mais de 200 casos já tratados com sucesso ao redor do mundo pelo nosso grupo de estudos.

1o. caso:

AvancoMandibula_foto1

O interessante desse primeiro caso é que a paciente tinha iniciado um tratamento anterior com Bionator. Quando assumi o tratamento já havia se passado 6 meses sem qualquer melhora significativa.

A idéia da minha proposta é bastante simples: instalação do aparelho superior (nesse caso foi usado a prescrição Damon Standard – EURODONTO TELLUS EX) seja na dentição mista ou permanente, com o objetivo de permitir o desenvolvimento transversal do arco maxilar. Imediatamente após a fase inicial do desenvolvimento transversal utilizamos uma pista plana inferior com apoio de elásticos de classe II força leve, como nas fotos abaixo:

AvancoMandibula_foto3

A placa é especialmente construída de modo que fique bem justa na região dos incisivos, formando quase que um contato prematuro quando instalada no arco inferior. Esse detalhe é extremamente importante, pois o redirecionamento de crescimento mandibular acontecerá as custas da propriocepção artificial nos incisivos inferiores causada pela placa. Eis aí um princípio da Ortopedia Funcional, mais precisamente a 1a. Lei de Planas (Lei do Crescimento Sagital e Transversal) . Com oito meses de uso da placa e mais 4 meses de mecânica de elásticos para compensação e adequação final das bases alveolares, o resultado facial aos 13 anos e 5 meses de idade da paciente (1 ano e 5 meses de tratamento com a minha proposta) está demonstrado na primeira figura no início deste texto. Outros nove meses de tratamento foram necessários para finalização e correção da mordida profunda a partir da intrusão dos incisivos inferiores. O tempo total do tratamento foi de 2 anos 2 meses.

2o. Caso:

AvancoMandibula_foto4

Abaixo as fotos iniciais comparadas com a finalização do caso que levou exatamente dois anos de tratamento.

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