, | prof. rubens sautchuk jr.
26 ago, 2016

Tratando a Mordida Cruzada Posterior em Adultos sem Cirurgia

De acordo com estudos mais recentes utilizando a tomografia computadorizada, os problemas tranversais de origem esquelética podem ser maxilar, mandibular ou em combinação. Ou seja, a mordida cruzada posterior esquelética (bilateral ou unilateral funcional) pode ter origem em uma maxila mais estreita que o normal, numa mandíbula com desenvolvimento tranversal além esperado ou a combinação de ambos os problemas (Miner et al. Cone-beam computed tomography transverse analysis. Part I: Normative data. American Journal of Orthodontics 2012; 142: 300-307) Sendo assim, teríamos três opções de tratamento distintas; porém de maneira geral, na mecânica tradicional nos utilizamos quase que exclusivamente do tratamento apenas maxilar, seja por expansão rápida ou outros recursos.
Umas das características da mecânica autoligável passiva (ou sistema Damon, como preferir) é permitir o desenvolvimento tranversal dos arcos, mesmo em adultos. Importante destacar que desenvolvimento tranversal não é a mesma coisa que expanção dentária as custas de vestibularização da coroa. Há também a possibilidade de contrairmos o arco inferior a partir de uma resposta álveolo-dentária, mas isso é assunto para um outro dia, um pouco mais complexo e também necessita o entendimento de um diagnóstico diferencial a partir da borda “wala” proposta por Andrews. Hoje falaremos apenas dos tratamentos que requerem desenvolvimento tranversal maxilar, vejamos o caso abaixo:
RubensTratMordCruz_1
Na figura acima e a esquerda temos um paciente adulto, 28 anos, com mordida cruzada posterior unilateral funcional. O diagnóstico diferencial vai definir se o caso vai precisar de levante anterior de mordida, posterior simples ou composto, ou mesmo um levante removível. A foto superior à direita foi feita imediatamente após a colagem (braquetes Tellus EX – Eurodonto – prescrição Damon Standard) e com levante anterior de mordida, sem a interferência oclusal posterior o desvio funcional já está corrigido.
RubensTratMordCruz_2
Agora, basta utilizar os arcos corretos da mecânica na sequência e intervalos padrões, 7 meses depois tivemos este resultado. Note na figura abaixo o desenvolvimento tranversal verdadeiro a partir da modificação da borda “wala” do arco superior. Inicialmente estava mais constricta que o arco inferior e na foto pós-desenvolvimento tranversal estão coincidentes. IMPORTANTE: o desenvolvimento tranversal ocorre exclusivamente pela ação dos arcos. NÃO é indicado o uso de ELÁSTICOS CRUZADOS, estes podem comprometer o controle da mecânica e levar a efeitos colaterais indesejados, além de aumentar a chance de recidiva da correção tranversal.
RubensTratMordCruz_3
Note na figura inferior esquerda a finalização do caso com a correção completa da mordida cruzada posterior e na foto oclusal a proporção transversal saudável da posição dentária com o processo alveolar (distância da borda “wala” até centro do eixo vestibular dos primeiros molares maior que 2mm).
RubensTratMordCruz_5RubensTratMordCruz_4

Visite a página Damon In Office e se informe sobre nossos cursos de capacitação em ortodontia

Voltar Voltar